Painel mostra apoio da FAPEMIG em projetos

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 Mostrar a experiência de participar de um programa governamental para a obtenção de recursos. Esse foi o objetivo do painel “Desenvolvimento de Projetos de Inovação com Recursos de Subvenção Econômica” realizada na última sexta-feira, na Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (Finit), no Expominas, em Belo Horizonte. Nele, foram apresentados dois projetos que tiveram recursos oriundos da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG): Way Carbon e Myleus.

Embora ambas sejam empresas inovadoras, tiveram trajetórias diferentes. A Myleus teve o início dentro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um Spin-Off, que se desenvolveu com a ajuda dos recursos e se lançou no mercado. Já a Way Carbon, trata-se de um projeto da iniciativa privada e que após conseguir os recursos ganhou maior visibilidade e tornou-se mais competitiva.

De acordo com Marcela Drumond, CEO da Mileus, empresa voltada para segurança e qualidades de alimentos, os recursos de subvenção recebidos por meio da FAPEMIG foram de fundamental importância para dar continuidade ao projeto. “Precisamos de uma estrutura inicial para o laboratório e foi essencial. Se não tivéssemos acesso a esse dinheiro com certeza não estaria aqui”, afirma a CEO, observando que com a experiência adquirida com a participação do edital do Tecnova (no qual a FAPEMIG é parceira), ganharam expertise para participarem de outras duas chamadas e também serem contemplados. “Depois que você passa do primeiro, parece que fica mais fácil”, brincou.

Já para Henrique Pereira, da Way Carbon, a maior dificuldade em se tratando de angariar recursos de subvenção foi a própria adequação do projeto às normas do edital. Ele acredita que mesmo tendo experiência de mercado, quando se trata de recursos público é totalmente diferente. “Temos que nos enquadrar a todas as regras e exigências que são pedidas. Da inscrição a prestação de contas” observa ele. Hoje, a frente da empresa que faz o estudo das influências climáticas por meio de dados, Henrique pensa que também os recursos a fundo perdido foram necessários para alavancar o negócio pois quando se trata de uma pequena empresa, o que se mais precisa é ter dinheiro.

“É uma briga interna para a alocação de recursos. O que você vai fazer, fluxo de caixa ou novos investimentos? A gente mesmo trabalhando com inovação sabe que não existiríamos se não fosse esses recursos”, acredita. Henrique conta que recentemente a Way Carbon realizou um estudo dos Impactos das Mudanças Climáticas de Belo Horizonte, um trabalho que os levou a final de um concurso relacionado a cidades inovadoras. “Não ganhamos, mas levamos o nome de Belo Horizonte para fora em uma final junto com Nova Iorque e Paris”, orgulha-se.

 

Téo Scalioni