Pesquisa busca combater a Malária

Compartilhe

Muito se fala no Aedes aegypti mosquito transmissor de doenças como a febre amarela e dengue, que tem tido casos aumentados em todo o Brasil, principalmente, em Minas Gerais. No entanto, um outro mosquito, o Anopheles, com a picada de sua fêmea, pode também transmitir uma doença tão grave quanto as citadas acima: Malária. Não é à toa, que a Malária é uma das maiores causas de morte infantil no mundo, principalmente na África, onde mata cerca de 400 mil crianças por ano.

Para tentar diminuir esse mal causado pelo mosquito, uma pesquisa que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), tenta controlar e impedir o alastramento da doença. O grupo Malária Experimental e Humana, do Instituto René Rachou, unidade da Fundação Oswaldo Cruz, trabalha basicamente há cerca de 10 anos, com tratamento buscando identificar um antimalárico de fácil produção e baixo custo. A proposta é que esse medicamento seja capaz de simultaneamente curar a infecção e bloquear a transmissão do parasita.

Coordenada pela professora pela professora Antoniara Ursine Kretti, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a pesquisa, denominada “ Desenvolvimento de moléculas, combinações e filoterápicos com atividade antiflamatória”, contou com recursos de R$ 509 mil da FAPEMIG. Os testes são feitos com compostos obtidos por síntese química, produzida em laboratório, e com produtos isolados a partir do fracionamento de plantas medicinais”, afirma Antoniara.

Até o momento, o controle da malária consiste no tratamento dos doentes com medicamentos que destruam o parasita, Plasmodium falciparam, o mais letal no ciclo sanguíneo. Porém, esses organismos desenvolveram resistência à maioria dos antimaláricos disponíveis. Outra questão é que a malária transmitida pelo Plasmodium vivax, o mais comum no Brasil é caracterizado por frequentes recaídas meses após o tratamento, em razão dois parasitas que permanecem dormentes no fígado. Com isso, nesse caso, o único fármaco disponível para evitar recaídas é a primaquina.

Segundo os pesquisadores, casos novos testes sejam viabilizados com resultados seguros, a própria Fiocruz tem condições de produzir o medicamento em larga escala. O Instituto de Tecnologia em Fármacos ocupa posição estratégica como laboratório farmacêutico oficial vinculado ao Ministério da Saúde, com capacidade instalada para produção de cerca de 6,5 bilhões de unidades de medicamentos.