Esclarecimento à comunidade acadêmica

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) lançou, no dia 13 de junho, a chamada 07/2018 “Pesquisa na área de Espeleologia”, uma parceria com a empresa Vale. Por meio dela, está previsto investimento da ordem de R$ 3 milhões em projetos apresentados por pesquisadores de universidades e centros de pesquisa sediados no Estado. Sobre essa chamada, é importante esclarecer:

- Os recursos destinados à chamada são oriundos de saldo financeiro da parceria FAPEMIG/Vale firmada em 2010. Ou seja, não representa recurso do orçamento dos últimos anos.

- O julgamento das propostas será realizado seguindo os padrões da FAPEMIG, ou seja, passam por uma pré-análise realizada pelo corpo técnico da Fundação para checar o atendimento às exigências da chamada; e por uma análise de mérito, a cargo de comissão especial constituída de especialistas na área, sem conflito de interesse com qualquer das propostas apresentadas.

- Nunca há interferência e/ou influência de empresas com as quais formamos parcerias ou de qualquer outro financiador sobre as escolhas das propostas a receber financiamento. Os critérios da FAPEMIG baseiam-se em mérito, relevância e qualificação da equipe.

- A FAPEMIG entende que os estudos espeleológicos contidos nas linhas temáticas da chamada têm grande interesse científico e permitirão desenvolver áreas importantes como taxonomia (com possibilidade de descoberta de novas espécies), ecologia, geomorfologia, hidrologia, climatologia, sedimentologia, entre outras. Formação de recursos humanos nessas áreas deverá ser outra consequência da execução dos projetos. Além disso, o conhecimento gerado a partir desses trabalhos será público, com potencial para fazer avançar algumas áreas da ciência.


- A Vale realiza, desde 2010, parcerias com fundações de amparo à pesquisa de vários estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pará. O objetivo das parcerias é conciliar desafios tecnológicos da empresa com interesses em pesquisa e desenvolvimento dos estados. Esse modelo é benéfico para os estados porque desenvolve o conhecimento científico, tecnológico e de inovação local, ajuda na formação de recursos humanos especializados por meio de bolsas de estudos e de pesquisa, amplia ou atualiza a infraestrutura de laboratórios e provê recursos para o desenvolvimento de pesquisadores por meio de viagens e participações em eventos.