Simpósio promoveu intercâmbio entre estudantes e universidade da Inglaterra

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Um projeto para implementar estratégias de monitoramento da biodiversidade em Unidades de Conservação (UCs) nos biomas Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado foi apresentado ontem (28) durante o Simpósio de Monitoramento da Biodiversidade, que aconteceu no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). Segundo o coordenador Marcio Uehara-Prado, a ideia é institucionalizar o projeto, que tem como objetivos avaliar a efetividade das UCs, gerar informação para subsidiar ações de conservação e uso sustentável de espécies e estabelecer uma rede de monitoramento. “O monitoramento é fundamental para que a gente acompanhe de perto o que está acontecendo na biodiversidade”, diz.

Marcio Uehara-Prado esteve ao lado de outros seis pesquisadores durante o Simpósio, que promoveu colaborações, intercâmbio técnico e oportunidades para estudantes de graduação e pós-graduação. Em parceria com a Universidade de Salford, da Inglaterra, e com o Centro Universitário de Sete Lagoas (UNIFEMM), o evento contou com a presença de Adelaide Baeta, coordenadora do Mestrado em Biotecnologia e Gestão da Inovação, do UNIFEMM, e do presidente da FAPEMIG, Evaldo Ferreira Vilela, que reforçou a importância da internacionalização. “Colocar estudantes brasileiros em contato com instituições estrangeiras é um grande passo para a pesquisa. E é isso que estamos fazendo neste encontro: construindo pontes e ligações com o nosso trabalho”, completou Vilela.

Jean Boubli, professor de Salford, reforçou a proposta de colaborações relacionadas à diversidade, dizendo que a área é uma preocupação da humanidade. A Universidade de Salford, que já trabalha em uma série de ferramentas de ponta no Monitoramento da Biodiversidade in situ, busca colaborações com cientistas e instituições brasileiras interessados em pesquisas de biomonitoramento e suas aplicações à gestão de áreas protegidas. O Brasil tem um dos maiores sistemas de áreas protegidas nacional no mundo e é o pioneiro em monitoramento do desmatamento por meio de sensoriamento remoto. Porém, a avaliação da perda da biodiversidade continua a ser um desafio para as autoridades locais, devido à complexidade e os custos logísticos. Esses dados são, no entanto, essenciais para o planejamento e gestão eficaz das áreas protegidas brasileiras.