Globalização como desafio e possibilidade para a divulgação científica

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André Ramos, da Universidade Federal de Santa Catarina

Divulgar para proteger e valorizar a ciência. Esse foi o mote da mesa-redonda “Popularizando a ciência em um mundo globalizado”, apresentada no terceiro dia da 68ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e que teve como proposta a apresentação de estudos que visam a popularização da ciência, veja aqui uma das experiências relatadas. Coordenada pelo professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Paulo Roberto Petersen Hofmann, com participação de Luisa Medeiros Massarani, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Maria das Graças Lins Brandão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e André Ramos, da UFSC, a mesa buscou refletir sobre como pesquisadores que desenvolvem atividades, práticas científicas e trabalhos de extensão para e com a comunidade atuam na divulgação da ciência em diversos espaços, além dos muros das universidades e institutos de pesquisa.

Diante dos desafios mas também das potencialidades advindas da globalização, a professora Luisa Massarani, vencedora este ano do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, defendeu a formação de redes para incrementar a difusão do conhecimento produzido em centros e institutos diversos. Ela citou a experiência da organização da qual é diretora, a Red de Popularización de la Ciencia e y la Tecnología de América Latina y el Caribe (RedPop), que agrupa centros e programas de popularização da ciência e tecnologia da América Latina e Caribe. Integram a RedPop museus de ciência, parques naturais, revistas, programas de divulgação, experiências de jornalismo científico, entre outros.

Do saber local para a preocupação global a professora Maria das Graças Lins Brandão, que trabalha com estudos sobre plantas medicinais e fitoterápicas, destacou a riqueza da biodiversidade do Brasil, chamou a atenção para a diversidade de plantas existentes no país e a importância da disseminação do conhecimento sobre elas. “É necessário educar a população sobre a importância da biodiversidade, do conhecimento tradicional associado e da ciência na transformação das plantas em produtos. Ninguém protege o que não conhece”, ressalta.


Tem ciência na aldeia

Com abordagens de temas relacionados à diversidade étnica e cultural e convívio harmônico entre os povos, o professor da área de genética André Ramos apresentou projeto desenvolvido por ele que visa à inclusão científica e ao intercâmbio cultural em comunidades rurais e indígenas. Por meio do Imagine, populações indígenas têm oportunidade de aprender e aplicar técnicas de biologia molecular, utilizando os mesmos equipamentos usados por cientistas de grandes centros de pesquisa, para compreender e explicar fatos da natureza e do seu dia a dia.

 

Essas e outras notícias você pode acompanhar por meio do blog da Rede Mineira de Comunicação Científica (RMCC), que está na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)) para realizar a cobertura do evento e também pelo Facebook ou Twitter.