Plataforma R3 Mineral realiza reunião geral na FAPEMIG

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Mais de 40 membros da Plataforma R3 Mineral se reuniram na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) no dia 29 de setembro. A reunião geral faz parte dos encontros regulares da Plataforma – que é resultado de uma linha de ação criada pela FAPEMIG após o rompimento da barragem de Fundão, para discutir a mineração sob a ótima de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O encontro foi coordenado pelo pesquisador do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) e coordenador técnico-científico, Fernando Lameiras. Na ocasião, a plataforma e seus objetivos foram apresentados: introdução e incorporação da Economia Circular, prática da pesquisa cooperativa entre empresas, identificação de temas para Pesquisas e Desenvolvimento e elaboração de modelos de negócio. “A Plataforma R3 Mineral pode ser vista como uma arena de articulação entre empresas que geram resíduos e rejeitos de mineração e outras organizações que desejam ampliar as possibilidades de usar esses materiais como matéria-prima, expandindo a sua aplicação em larga escala”, afirma Lameiras.

Atualmente, a Plataforma é composta pelos grupos de Governança, Pavimentação, Construção Civil, Agricultura, Reprocessamento e Produtos Tecnológicos. Durante a reunião, dois novos grupos foram apresentados: Empreendedorismo Regional e Não Ferrosos. Para o empresário Bruno Pereira, da empresa de ladrilhos Ladriminas, a empresa está participando desde o início da Plataforma e pretende ampliar essa atuação. “Era para participar somente do grupo da Construção Civil, porém, como temos um projeto de interesse comum, estou sendo convidado a participar de diversos grupos”, conta.

Na área de construção civil, a coordenação é do Sinaenco-MG, sindicato das empresas que lidam com todos os projetos e estudos envolvidos em uma construção. Nessa reunião, foi representado por sua coordenadora executiva Juliana Soares. O grupo já tem onze entidades e empresas representantes: Anglo Gold Ashanti, New Stell, Samarco, Vale, Votorantim, Instituto Senai de Inovação, Ladriminas, Bacia Viva, Uni-Stein, Pedras Congonhas e Cefet-MG. “A importância do grupo é o potencial que a construção civil tem para consumir resíduos e rejeitos da mineração, seja ela de ferro ou de outras minerações”, afirma Soares.

Um outro grupo da Plataforma R3 Mineral, o de Produtos Tecnológicos, é coordenado pelo pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Rochel Lago. Esse grupo dividiu suas atividades em duas etapas: a primeira se dedicou a mapear na literatura disponível aplicações que usam dois dos principais componentes do rejeito: o óxido de ferro e o óxido do silício; e a segunda vai fazer estudos de viabilidade técnica e econômica. “Já identificamos várias aplicações em produtos mais sofisticados com alto valor agregado. O que é importante é identificarmos entre as muitas coisas que podemos desenvolver aquilo que é viável em termos de produção e mercado”, explica Lago.