Conferência Internacional Sul-Americana: Territorialidades e Humanidades acontece na UFMG

Compartilhe

 

Foto: Divulgação UFMGNa última terça-feira, 4, teve início a Conferência Internacional Sul-Americana: Territorialidades e Humanidades que acontece até o dia 7 de outubro. O evento está sendo realizado em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) e integra a programação de comemoração dos 90 anos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O intuito é discutir a globalização nas dimensões internacional, nacional e regional. Além disso, o evento é uma atividade preparatória da Conferência Mundial das Humanidades, que acontecerá em Liége, Bélgica, em 2017.


O presidente da FAPEMIG, Evaldo Vilela, participou da sessão de abertura e reafirmou a importância das Humanidades e da realização da conferência em Minas Gerais. “É necessária uma aproximação das Humanidades ao contexto atual. Não é possível um país inovador sem a formação de jovens talentosos que contribuam em todas as áreas”, afirmou. Além disso, ele enfatizou o plano de estabelecer um programa de intercâmbio similar ao “Ciência sem Fronteiras” para as humanidades em Minas Gerais.

O reitor da UFMG, Jaime Ramírez, abordou que é preciso maior envolvimento das humanidades na busca de “respostas mais articuladas para os problemas e desafios do nosso mundo". A vice-reitora Sandra Goulart Almeida reiterou a satisfação da UFMG em realizar o evento e citou o pesquisador Donald Drakeman, que no livro Why we need the humanities expõe a necessidade de encontrar “mais espaço para as humanidades no contexto do ensino superior, na esperança de que não fiquemos presos em algum lugar no qual a ciência pura não possa nos ajudar”, citou.

Ainda participaram da mesa de abertura John Crowley, líder de equipe da Unesco para a temática “mudança ambiental global”, Luiz Oosterbeek, secretário-geral do CIPSH e membro do comitê científico do evento, Paula de Miranda Ribeiro, diretora da Faculdade de Ciências Econômicas (Face). Para Crowley “esta é uma pauta também política, e o desejo de fomentar essa pauta é uma mensagem que enviamos ao mundo, a mensagem de que, sem o investimento nas humanidades, não será possível alcançar o mundo sustentável que esperamos e planejamos para 2030”, disse.

Na sequência, a professora Susanna Hecht, da Universidade Califórnia (Ucla), abordou, em sua conferência, a territorialização e as mudanças climáticas a partir dos resultados das pesquisas que realiza sobre a Amazônia, no âmbito da ecologia política. Entre os livros que ela é autora estão The Fate of the Forest: Developers, Destroyers, and Defenders of the Amazonia e The Scramble for the Amazon and the "Lost Paradise" of Euclides da Cunha.

A primeira mesa redonda da Conferência abordou o tema das fronteiras e migrações. Os pesquisadores Francisco Eduardo Andrade (UFOP), Maria Luisa Soux (Universidad Mayor de San André, Bolívia), Maria Medianeira Padoin (UFSM, Brasil) e Elérson Silva (Cáritas, Brasil) compartilharam um pouco de suas pesquisas e experiências na área.

 
Confira a programação completa aqui.