Plataforma DataViva está de casa nova

Compartilhe

 Foto: Luiza Lages

A partir de 2017, o DataViva, projeto de visualização de dados públicos com foco em desenvolvimento econômico, passa a integrar o Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI). Nesta quarta-feira, 21, foi assinado contrato de licenciamento entre os presidentes do INDI e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), onde está alocado o projeto. A plataforma, que disponibiliza dados socioeconômicos nacionais estruturados em mais de um bilhão de possibilidades de visualizações, foi desenvolvida em parceria entre o Governo de Minas Gerais e o MIT Media Lab, com financiamento da Fapemig.

“Nesses últimos dois anos, a Fapemig deu uma cara brasileira para o DataViva, e queremos que a ferramenta contribua para uma mudança de paradigma, para que decisões sejam tomadas com base em dados”, afirmou o presidente da Fapemig, Prof. Evaldo Vilela. Sob gestão da Fapemig, o DataViva passou por um período de recuperação, com reestruturação da equipe e da própria plataforma, que ganhou sua versão 3.0, mais focada no público nacional. “Agora o projeto está pronto para evoluir, com uma equipe constituída e um plano estratégico de execução, pronto para dar novos passos, melhorar a tecnologia e o acesso. O desafio é que, quando se pense em dados de desenvolvimento econômico, a plataforma apareça como referência, e passe a produzir conteúdo relevante para a tomada de decisão”, diz Thiago Borges, coordenador do projeto na Fapemig.

Agência de promoção de investimento do estado, o INDI incorpora o DataViva como estratégia de ampliação da capacidade analítica voltada à atração de investimentos, a partir do desenvolvimento de estudos com informações disponíveis na plataforma. “Nós acompanhamos o DataViva desde que foi criado, e agora vamos ter a chance de desenvolver a ferramenta internamente, a partir de orientações da Fapemig”, conta Letícia Vargas, coordenadora do projeto no INDI. A integração está prevista para o início de 2017, com a migração da equipe do projeto para o Instituto, e após um trabalho de reposicionamento estratégico realizado em parceria com a consultoria Aleph.

O plano estratégico de sustentabilidade, desenvolvido no segundo semestre de 2016, deve conferir rumo aos novos passos do projeto, agora sob gestão do INDI. “O DataViva buscou atingir vários públicos, mas percebemos que precisávamos focar em um público específico, e visualizar uma proposta de atendimento aos gestores municipais, ajudá-los na tomada de decisão”, explica Thiago Borges. A passagem do projeto deve gerar novas parcerias e ampliar o valor da ferramenta, indo além das visualizações e passando a entregar conhecimentos sobre desenvolvimento econômico, sobretudo para as administrações municipais.

“O DataViva é uma plataforma muito completa, com espaço para incluir mais informações. E a importância dela está em transformar esses dados em conhecimento. Mas temos a impressão de que é subutilizada, e acreditamos que dentro do INDI a ferramenta terá uma aplicação mais direta”, afirma Letícia Vargas. A incorporação do projeto ocorre junto à integração do Exportaminas ao INDI. A expectativa é que, junto ao Exportaminas, o DataViva ajude a identificar a produção, a exportação, a concorrência d e vazios na cadeia produtiva do estado, auxiliando na alocação e atração de investimentos públicos e privados.