A contribuição da FAPEMIG para o controle de contas do estado

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Marcelo Sant'Anna - Imprensa MG

 

 

Quando o Estado usa seus próprios recursos para encontrar soluções que qualifiquem sua estrutura e beneficie a sociedade, o trabalho ganha maior relevância. No dia 13 de fevereiro, isso pôde ser conferido durante a inauguração da Central Suricato de Fiscalização Integrada, Inteligência e Inovação, na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), em Belo Horizonte. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) contribuiu diretamente para a implementação desse projeto por meio do DataViva, que usou técnicas para gestão de Big Data e disponibilização de visualizações de dados que foram transferidas para o TCE-MG através de parceria.

Como a disponibilidade de dados hoje é muito grande, considerando a infinidade de informações disponíveis na Internet, é preciso pensar em soluções que permitam usar esses dados de forma que o serviço público se torne mais eficiente. No TCE-MG, essa realidade é a mesma. O órgão de fiscalização recebe quantidade de denúncias elevada e, para otimizar os recursos e evitar uma mobilização de agentes pouco assertiva, as funcionalidades do DataViva possibilitaram que a entidade pudesse cruzar informações sobre o volume de recursos movimentados pela cidade, rastrear a ficha dos envolvidos e analisar informações de outros contratos celebrados pelos denunciados com o preço médio praticado no mercado. “Tudo isso pode ser feito em poucos minutos e automaticamente e, assim, estabelecer uma lista de prioridades para ação, base para a convocação dos fiscais e das polícias para agirem no caso determinado”, explica o gestor do DataViva, Thiago Borges.

Segundo o presidente da Fundação, Evaldo Vilela, a atuação da FAPEMIG está relacionada ao desenvolvimento de ferramentas de monitoramento dos processos internos do TCE-MG, por meio do Sistema Focus, e à criação de visualizações que colocassem em destaque os principais itens com possibilidade de fraudes, que hoje são instrumentos essenciais para o Suricato. “É gratificante poder auxiliar esse processo participando da lógica de fiscalização integrada do Tribunal, usada na sala de situação inaugurada no dia 13. Assim como os recursos do DataViva foram usados, temos a certeza de que existem muitas soluções dentro do próprio Estado que podem torna-lo mais eficaz e dinâmico”, declara Vilela.

Em 2017, o DataViva, projeto de visualização de dados públicos com foco em desenvolvimento econômico, passou a integrar o Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI). A plataforma, que disponibiliza dados socioeconômicos nacionais estruturados em mais de um bilhão de possibilidades de visualizações, foi desenvolvida em parceria entre o Governo de Minas Gerais e o MIT Media Lab, com financiamento da FAPEMIG.