Cerveja: a ciência dentro da garrafa

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Foto divulgação Pixabay

Pilsen, Trigo, Pale Ale ou Stout? Vários sabores, aromas, ingredientes e até microrganismos diferentes estão envolvidos no processo para a fabricação da cerveja. E nada melhor do que uma bem gelada para discutir tudo o que acontece antes daquele maravilhoso primeiro gole da bebida.

Afinal de contas, por mais simples que possa parecer, juntar lúpulo, cevada e água para fabricar o líquido que tempera o convívio social envolve muitos mistérios! E é isso que as pesquisadoras Luciana Rocha Brandão e Beatriz Martins Borelli da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vão apresentar no dia 16 de maio, durante o Pint of Science, no Bar Santa Praça, no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte.

No encontro, Luciana vai falar sobre o crescimento do mercado de cerveja artesanal em Minas Gerais, os microrganismos envolvidos na produção dos diferentes tipos de cervejas e seus deteriorantes, bem como sobre os avanços no estudo da microbiologia de leveduras que agregam valor à especiaria etílica. Já a pesquisadora Beatriz Martins abordará a questão da aplicabilidade do uso da linhagem brasileira do fungo Saccharomyces cerevisiae na produção de cerveja. Esse fungo é o responsável por converter o açúcar em álcool etílico e também pode contribuir com a formação de constituintes secundários responsáveis pelo sabor, é o caso da cerveja, do rum e do uísque.

Sobre o Pint of Science

O evento foi criado em 2013, na Inglaterra, por estudantes de pós-graduação, e é uma tentativa de aproximar a sociedade de temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

Os encontros prometem ser interessantes e descontraídos e, entre um gole e outro, serão apresentados projetos que contribuem para desmitificar diversos temas científicos. Em 2016, os encontros reuniram cerca de 1.500 pessoas em três bares da capital. Este ano, ele está de volta e vai acontecer simultaneamente em 11 países, em mais de 100 cidades, durante 3 noites: 15, 16 e 17 de maio.

No roteiro boêmio da metrópole mineira estão dezenas de pesquisadores, além de cinco bares de regiões diversas de Belo Horizonte: Cantina do Lucas, Cafeteria MM Gerdau, Café com Letras Liberdade, Santa Praça e Filé Espeto & Cia.

 

Mini currículo das pesquisadoras

Luciana Rocha Brandão: bióloga e doutora em microbiologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente é professora no curso de pós-graduação em Tecnologia Cervejeira do Centro Universitário Uni-BH. Cervejeira caseira, membro da equipe dos projetos de extensão do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e do Laboratório da Cerveja: soluções em microbiologia e da microbiologia à produção.

Beatriz Martins Borelli: bióloga, doutora em microbiologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Cervejeira caseira, idealizadora e colaboradora dos projetos de extensão do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e do Laboratório da Cerveja: soluções em microbiologia e da microbiologia à produção.

Outras informações podem ser obtidas com a Central de Informações da FAPEMIG pelo e-mail ci@fapemig.br