BOLSA DE CRIOTERAPIA PARA ANIMAIS UNGULADOS PERISSODACTYLA E ARTIODACTYLA

IDENTIFICADOR: 346 | DATA: 21-07-2021
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SETOR ECONÔMICO:

Agronegócio


PROBLEMA QUE SOLUCIONA:

A presente invenção refere-se a uma bolsa de crioterapia para animais ungulados perissodactyla e artiodactyla, para tratamento de diferentes tipos de patologias dos membros anteriores e posteriores de animais ungulados.

Tratamentos crioterápicos são de suma importância para tratamentos de diversos tipos de patologias, principalmente para equinos, que apresentam diversas patologias em seus membros. Esta técnica consiste no resfriamento do membro afetado, colaborando com a diminuição da taxa metabólica da região tratada e diminuindo as lesões. A crioterapia é indicada nos casos de lesões musculares, ortopédicas, dores, inchaços, inflamações, queimaduras, dentre outras.

Hoje no mercado existem dois extremos, sendo que alguns produtos são muito bons, porém caros e de difícil transporte para os meios abertos como pastos, o que algumas vezes os tornam inacessíveis para muitos proprietários e veterinários, e em contraponto, os produtos mais baratos são de materiais de baixa resistência mecânica e não existência de conforto para o animal, tais materiais são plásticos, e outros materiais rústicos, que não asseguram proteção, e não garantem eficácia neste tratamento, por não conservarem temperatura adequada, muito menos o período necessário para o tratamento.

Além disso, os produtos presentes no mercado tem a parte superior do equipamento aberta e sem opção para fechar, fazendo com que tenha a necessidade de assistência humana  em tempo integral evitando-se que este animal possa se mover de forma brusca, fato que poderá ocasionar a perca do tratamento pelas seguintes causas: 1- o produto interno poderá sofrer derramamento, 2- o equipamento poderá ser removido pelo próprio animal causando interrupção no tratamento, 3- em consequência dos atos um e dois, o quadro clínico do animal poderá sofrer uma regressão, ou até mesmo causar novas lesões.


SOLUÇÃO APRESENTADA:

Esta invenção consiste em solucionar de forma pontual cada um dos problemas citados acima, no caso do derramamento, este será impedido por um dispositivo de vedação que terá formas adequadas as quais impedirão a entrada ou saída de líquidos; outro detalhe relevante consiste em se evitar a remoção deste equipamento pelo próprio animal, esta ação será impedida porque este equipamento terá flexibilidade mecânica de forma anatômica acompanhando os detalhes físicos que se acomodarão à cada tipo de animal nos casos estudados, logo não será necessário uma assistência constante devido ao fato de que este equipamento se manterá acoplado a pata do animal de forma segura e pelo tempo necessário.


VANTAGENS E BENEFÍCIOS:

Outro ponto importante é com relação ao suporte e segurança dado ao animal quando este estiver utilizando o equipamento, tendo isso em mente, o produto será em formato circular e estará firmemente apoiado ao solo, pois é confeccionado de um material emborrachado, sendo de espessura adequada à este tipo de trabalho, tendo em vista a rusticidade destes tipos de animais se fará necessidade de alta resistência de impacto e também isolantes térmicos e se tornando também de fácil assepsia. Será utilizado o mesmo tipo de material tanto na parte superior “canela” (metatarso principal), como na “sola” (falange distal) ou parte inferior do casco, este material também terá característica antiderrapante, evitando assim incidentes ou acidentes futuros. Fato importante em relação à manutenção da temperatura baixa sendo a manutenção desta considerada uma vantagem nos tratamentos crioterápicos onde se pode comprovar a eficácia deste tratamento quando se consegue manter a temperatura baixa de forma constante. O casco é a região que acumula água, por causa do derretimento do gelo na parte superior, devido ao calor do corpo do animal e também devido à troca de calor com o ambiente em dias muito quentes, sendo assim, essa parte reforçada pode garantir uma melhor constância da temperatura (baixa), não deixando com que esta oscile de forma brusca.

Sendo que a parte de cima também é de borracha, porém maleável, o que garante a ela uma flexibilidade ao ponto de ser dobrável e de fácil manejo e acondicionamento anatômico, podendo ser dobrada e guardada de forma fácil em locais menores, como gavetas, e também transportadas sem maiores dificuldades. Tendo também duas vantagens que são maleabilidade e flexibilidade, sendo também térmica devido à sua espessura fato que garante a preservação desta temperatura em nível baixo por toda sua extensão.

Sendo a borracha um material isolante térmico, esta evita grandes trocas de calor do meio interno para o externo e vice versa, sendo o ponto de maior troca de calor entre o corpo do animal e o gelo dentro da bolsa, logo ocorrerá em um determinado instante certa estabilização de temperatura, reduzindo assim significativamente estas trocas de calor atingindo neste momento o fator ideal para o período do tratamento.

O material a ser utilizado para fabricação desta bolsa além de resistente também é ecologicamente correto; neste processo não haverá reação química, apenas derretimento do gelo, logo não haverá danos ao meio ambiente por resíduos nem mesmo por reagentes, esta água poderá ser reutilizada novamente, nas áreas de irrigação, pois se trata de subprodutos inertes, que poderão ser descartados diretamente ao meio ambiente.

Sobre o manejo da bolsa esta deverá ser colocada na pata do animal com antecedência, logo após será adicionado o gelo de forma gradual, sendo estas partículas de tamanho adequado que não possa proporcionar agressão física ao animal, ou seja, devem ser usados cubos de tamanhos pequenos entre 2 e 5 cm de arestas podendo serem tipo cubos ou cilíndricos, evitando-se partículas pontiagudas.

Ainda sobre o manejo da bolsa, logo depois fixar esse membro no chão, procede-se à verificação da quantidade de gelo que deve ser introduzida; após esse procedimento deve-se abrir a extremidade superior, e acrescentar o gelo de forma uniforme, até o ponto desejado, após esse procedimento, deve-se fechar a parte superior da bolsa, utilizando o dispositivo presente nela, sendo assim ela será vedada e não permitirá grandes trocas de calor entre o ambiente externo e o interno, garantindo maior segurança e praticidade, o volume de gelo deverá obedecer entre 70% a 80% no máximo. O fato do equipamento estar fechado na parte superior é interessante para se evitar alguns infortúnios, como derramamento de conteúdo, danos ao produto e até mesmo lesões no animal já acometido por alguma patologia. Esta estrutura de vedação deverá ficar bem presa evitando-se que se possa ser retirado pelo animal ou pelo próprio peso do gelo nas partes inferior e central caso o animal levante a pata.

O intuito do produto é auxiliar várias patologias presentes desde o casco até os tendões e todas as áreas pertencentes a esse setor, prevenção de patologias como laminite, tendinite, disfunções musculares, problemas em articulações e outras doenças do sistema locomotor que necessite de tratamento térmico, principalmente tratamento através de baixas temperaturas, este tratamento poderá ser feito com água quente no caso de necessidade de acelerar reações químicas auxiliando-se o sistema imunológico no intuito de sanar em menor tempo tais enfermidades, principalmente musculares e tendineas, porém, quando esta for utilizada, deve-se ter cuidado com a temperatura para não queimar o animal, esta deverá ser aplicada entre 40 à 45 ºC.


POTENCIAIS E PLICAÇÕES:

Base da bolsa: esta possui o intuito de proporcionar segurança, tanto para o animal quanto para o tratamento desempenhado pelo produto. Ela é composta por borracha espessa, o que possibilita a conservação da temperatura ideal por maior tempo. Extensão da bolsa: neste ponto estará contida a maior parte dos materiais para tratamento (quentes ou frios). Sua função é evitar trocas de calor entre o meio interno e externo, auxiliando para a otimização do tratamento. Além disso, tem a função de acondicionar o material. O primeiro lacre da bolsa tem como função acomodar o conteúdo do tratamento, evitando que este extravase para o meio externo. Possui também a função de prender a bolsa no membro do animal. O segundo lacre da bolsa tem como função vedar as faces afetadas de forma mais aderente, prendendo com maior eficácia o produto no membro do animal. O ponto superior da bolsa tem a função de proporcionar a visualização do membro antes de ser feito o segundo lacre, fazendo com que possa ser monitorada a temperatura e também visualizar se há congestão dos vasos. Evita trocas de calor entre o meio externo e o interno, proporcionando maior eficiência no tratamento.


ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO:

Patente Depositada.


TITULARES:

Fundação Educacional de Patos de Minas - FEPAM (UNIPAM).


NÚMERO DO PROCESSO DO INPI:

BR 10 2018 006115 1


INFORMAÇÕES PARA CONTATO:

fernandosilva@unipam.edu.br


LINKS ÚTEIS:

Acesse o pedido de patente na íntegra aqui.